O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Jorge Mussi, concedeu uma liminar e mandou soltar as irmãs Tainar dos Santos e Tainara dos Santos, condenadas em novembro do ano passado pela morte da jovem de 25 anos, Kelrrey Daiana Ferreira Moizinho, na cidade de Matinha.
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Ambas foram levadas à Júri Popular no dia 24 de novembro e foram condenadas a 34 anos de prisão, se somadas as penas das duas. Logo após o julgamento, a Justiça mandou que elas fossem presas e foram levadas para o presídio de Pedrinhas. A primeira foi condenada à pena de 18 anos e 8 meses de reclusão
e a segunda, Tainara, à sanção de 16 anos de reclusão, ambas em regime inicial fechado, pela prática do delito de homicídio.
Inconformados com a decisão, os advogados recorreram ao Tribunal de Justiça do Maranhão, que negou a soltura, e agora recorreram ao STJ, em Brasília. A decisão de liberar as duas irmãs pegou de surpresa a família da jovem que morreu. O Blog do Jailson Mendes teve acesso, na íntegra, da decisão do ministro do STJ. De acordo com o magistrado, no entendimento da corte, a sentença condenatória do Tribunal do Júri não é prontamente exequível.
Numa decisão monocrática de apenas duas laudas, o ministro se pautou também em um entendimento fixado pelo Supremo Tribunal Federal, sob a execução da pena após a condenação. “Como se sabe, em 7.11.2019, o Excelso Pretório, no julgamento definitivo das Ações Declaratórias de Constitucionalidade n. 43, 44 e 54, declarou a constitucionalidade do artigo 283 do Código de Processo Penal e fixou o entendimento de que a execução da pena privativa de liberdade só poderá ser iniciada após o trânsito em julgado da condenação”, comentou.
E emendou que, ‘na hipótese, conforme informação colhida na página eletrônica do Tribunal de origem, encontram-se pendentes de apreciação pelo Poder Judiciário embargos de declaração opostos pelo Ministério Público, não havendo qualquer outro fundamento idôneo que justifique a custódia antecipada das condenadas’. O magistrado finalizou concedendo a liminar que favorece às irmãs.
“Ante o exposto, defiro o pedido de liminar para assegurar às pacientes o direito de aguardar em liberdade o julgamento definitivo do presente mandamus, ressalvada a possibilidade de decretação de nova prisão por decisão devidamente fundamentada. Comunique-se com urgência ao Juízo de primeira instância e ao Tribunal de origem, solicitando-se-lhes informações, que deverão ser prestadas preferencialmente por malote digital e com senha de acesso para consulta ao processo”, concluiu.
Outros lados
Em nota, o advogado das condenadas disse que ‘esta é apenas uma das primeiras vitórias. ” A defesa de Tainar e Tainara dos Santos, por mim patrocinada, João Batista, juntamente do sócio Hilton Oliveira, recebe com serenidade a decisão da Presidência do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, que reconhece uma das muitas ilegalidades existentes no processo. A soltura é a primeira das muitas vitórias que temos certeza que iremos almejar nos recursos relativos a essa demanda, após ajuizamento de recursos aos tribunais colegiados”, comentou.
A família da jovem ainda não se manifestou.
O caso
O crime é um dos mais controversos da Baixada Maranhense e envolveu bastante cobertura da imprensa estadual e decisões diferentes, tanto da Justiça de Matinha, como do Tribunal de Justiça do Maranhão.
Kelrry Mouzinho, de 25 anos, foi morta a golpes de faca em 2019, no município de Matinha. De acordo com o delegado David Noleto, durante uma festa em um povoado do município, a vítima teria se envolvido em uma discussão com Tainá dos Santos e Taynara dos Santos, e em seguida, trocaram ofensas por meio de uma rede social.
Segundo a polícia, as duas suspeitas chegaram armadas na casa da vítima que foi atingida por aproximadamente, seis golpes de faca. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
A decisão
ESSA É A JUSTIÇA DO BRASIL
Quem sofre é só a familia da pessoa que morreu com essas decisões flagrantemente absurda. O ministro está redondamente equivocada ao aplicar a mesma tese que usaram para tirar Lula da cadeia.
Se existese impunidade no Brasil ai sim tinha lei mas não tem
Só sei que aqui a justiça falha, mas a de Deus não.
Vão voltar pra cadeia.
Só tão gastando dinheiro a toa, dinheiro que muita das vezes nem tem.
Mataram um Ser Humano da forma mais cruel é brutal duas pessoas contra uma.
Blog do Jailson Mendes removeu este comentário
Decisão do STJ fundamentada em reflexo da manobra que beneficiou o Sr. Luís Inácio…. Pensem na hora do voto!!!!
Verdade…
não me refiro a Lula,porque foi o governo de pobre. a onde o filho de pobre teve oportunidade de fezer faculdade e levou energia eléctrica a onde usava a velaha lanparina ok me refiro a crime barbaro sem nenuma punição preso fica quem morre essa e a justiça do Brasil,más a justiça de Deus,não falha