A prolongada estiagem e a redução acentuada do nível do Rio Mearim levaram a prefeita de Arari, Simplesmente Maria, a decretar situação de emergência no município. A medida, explicada em vídeo pela gestora e aprovada pela população, foi oficializada por meio de um Decreto Municipal assinado nesta quarta-feira (4), com validade de 180 dias.

De acordo com o documento, a situação tem provocado dificuldades no abastecimento de água tanto na zona urbana quanto na zona rural. O problema é agravado pela redução da vazão de poços artesianos, alguns já secos, além das dificuldades enfrentadas pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) para captar e tratar a água do Rio Mearim.
Um dos principais problemas apontados no decreto é o aumento expressivo da turbidez da água captada no rio. Segundo registros técnicos do SAAE, o índice, que normalmente fica em torno de 150 unidades de turbidez (UNT), chegou a 950, dificultando os processos de decantação, filtragem e tratamento. O documento também aponta aumento da salinidade da água.
A estiagem também tem provocado prejuízos às atividades econômicas do município. O decreto menciona relatos de mortalidade de animais e possíveis impactos sobre a pecuária, a pesca, a agricultura familiar e a renda dos produtores rurais.
Novas medidas para enfrentar a estiagem
Com a decretação da situação de emergência, a Prefeitura poderá mobilizar diferentes órgãos municipais para intensificar as ações de enfrentamento à crise hídrica, prestar assistência às famílias afetadas e buscar o restabelecimento do abastecimento de água. Entre as medidas anunciadas pela gestão municipal estão a construção de outras cinco bacias de contenção, que deverão ampliar a capacidade de decantação dos sedimentos e facilitar o tratamento da água captada no Rio Mearim.
Atualmente, o município já possui cinco estruturas desse tipo, mas, segundo o decreto, elas não apresentam mais eficiência suficiente para atender à demanda. A prefeita Simplesmente Maria também anunciou a elaboração de um projeto para implantação de uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA), com o objetivo de ampliar a capacidade do sistema de abastecimento municipal.
O decreto autoriza ainda a adoção de contratações emergenciais, desde que sejam estritamente necessárias ao enfrentamento da situação e respeitem os requisitos previstos na legislação. A situação de emergência abrange as áreas do município afetadas pela estiagem, classificada pela Defesa Civil sob o código COBRADE 1.4.1.1.0, e terá validade inicial de 180 dias, podendo ser revista conforme a evolução do cenário.
