Os alunos do Centro Educa Mais Dr. Raimundo Magno Alves da Silva participaram de uma visita de campo à comunidade quilombola de Sumaúma do Japão, localizada na zona rural de Vitória do Mearim, a aproximadamente 40 km da sede do município. A atividade foi realizada por meio da eletiva Mãos Ancestrais, com o objetivo de valorizar a ancestralidade, a memória, a identidade e os saberes tradicionais quilombolas.

Durante a visita, os estudantes conheceram a Associação de Quebradeiras de Coco Sumaúma do Japão, onde tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido pelas mulheres da comunidade e compreender sua importância para a preservação dos saberes tradicionais, da cultura e da identidade local.
A programação também contou com manifestações culturais e relatos sobre a origem e a história da comunidade. Um dos momentos mais marcantes foi o encontro com Dona Madalena, carinhosamente conhecida como Mãe Madalena, matriarca e importante referência da região, cuja trajetória representa a força da ancestralidade e a transmissão dos conhecimentos entre gerações.
A visita contou ainda com a participação da secretária municipal de Igualdade Racial, que também é filha da comunidade e contribuiu para enriquecer o diálogo sobre identidade, pertencimento, valorização cultural e reconhecimento da história quilombola. A experiência ganha ainda mais relevância diante do reconhecimento do Território Quilombola Marajá, composto por 14 comunidades quilombolas, que, conforme as informações apresentadas, recebeu certificação da Fundação Cultural Palmares em 26 de fevereiro de 2026.
A eletiva Mãos Ancestrais tem como mentores os professores Eduardo Menezes, licenciado em Filosofia e História, e Ana Cléris, formada em Letras, e mestrando na área da Linguística. Mais do que uma atividade pedagógica fora da escola, a visita representou um encontro com a história viva de um povo. Os estudantes tiveram a oportunidade de aprender diretamente com os membros da comunidade, reconhecendo a importância da preservação da cultura afro-brasileira e do respeito à diversidade étnico-racial.
A iniciativa reafirma o compromisso da escola com uma educação que ultrapassa os limites da sala de aula, valoriza os conhecimentos tradicionais e reconhece o protagonismo das comunidades quilombolas na construção da história e da identidade brasileira. Mãos Ancestrais: conhecer nossas raízes é valorizar a memória, a cultura e a resistência de um povo!
