A reta final das eleições de 2026 no Maranhão será marcada por uma concentração de pesquisas eleitorais. Quatro levantamentos estaduais têm divulgação prevista para o dia 3 de outubro, um dia antes da votação, segundo os dados apresentados nos registros citados. Os estudos possuem diferentes tamanhos de amostra, períodos de realização e margens de erro. O cenário chama atenção pela proximidade entre a data de divulgação e o primeiro turno, mas a existência de vários levantamentos, por si só, não permite concluir que haja irregularidade ou manipulação.

Entre as pesquisas mencionadas estão:
- MA-05729/2026 – Instituto Divulga: 1.821 entrevistados, entrevistas realizadas entre 22 e 25 de setembro e margem de erro de 2,3 pontos percentuais;
- MA-00210/2026 – Farol Pesquisa: 1.000 entrevistados, trabalho de campo entre 28 de setembro e 2 de outubro e margem de erro de 3,1 pontos percentuais;
- MA-07899/2026 – Exata.GO: 1.000 entrevistados, levantamento realizado entre 27 de setembro e 2 de outubro e margem de erro de 3,1 pontos percentuais;
- MA-06857/2026 – Doxa: 2.000 entrevistados, coleta entre 27 e 30 de setembro e margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
De acordo com as informações apresentadas, os quatro levantamentos têm como contratantes os próprios institutos. Todos contemplam a disputa pelo Governo do Maranhão e pelo Senado, enquanto o Instituto Divulga também pesquisa as eleições para deputado federal e deputado estadual.
Registro no TSE não significa aprovação do resultado
A legislação eleitoral determina que pesquisas destinadas à divulgação pública sejam registradas no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle). O cadastro deve ser realizado até cinco dias antes da divulgação e inclui informações como contratante, origem dos recursos, metodologia, período de coleta, plano amostral, margem de erro, nível de confiança e questionário.
O próprio TSE esclarece que a Justiça Eleitoral não realiza controle prévio sobre o resultado das pesquisas. Portanto, o registro serve para dar publicidade às informações exigidas pela legislação, não funcionando como uma certificação de que os números apresentados posteriormente serão confirmados pelas urnas.
A regra também permite que pesquisas realizadas antes do dia da eleição sejam divulgadas posteriormente, inclusive no dia da votação, desde que sejam respeitados os requisitos legais.
O que o eleitor deve observar
Com diferentes pesquisas sendo divulgadas em um intervalo curto, especialistas e entidades do setor costumam destacar a importância de observar os aspectos técnicos de cada levantamento. Entre eles estão o tamanho e a composição da amostra, período de coleta, metodologia utilizada, margem de erro, nível de confiança e distribuição dos entrevistados.
Também é possível consultar no PesqEle informações sobre quem contratou e financiou cada levantamento, além dos dados metodológicos apresentados pelo instituto. O TSE reforçou em 2026 as exigências de transparência relacionadas às pesquisas eleitorais.
Assim, a divulgação de quatro pesquisas no dia 3 de outubro, embora seja um fato que merece atenção pela proximidade com a eleição, não constitui, por si só, evidência de fraude ou irregularidade.
Na reta final da campanha, os números das pesquisas podem ganhar grande repercussão no debate público. Cabe ao eleitor analisar as informações disponíveis, conhecer as diferenças metodológicas entre os levantamentos e considerar que pesquisa de intenção de voto representa um retrato estatístico do período em que foi realizada — e não o resultado oficial da eleição.
A resposta definitiva sobre a escolha do eleitor será dada nas urnas, no dia 4 de outubro.

