A Polícia Civil segue investigando a morte de uma bebê de 1 ano em Bela Vista do Maranhão, na Baixada Maranhense. Durante as buscas realizadas na residência da família, os investigadores apreenderam uma picareta, um martelo e uma corda fina, materiais que podem ter relação com as lesões encontradas na criança. A mãe da vítima, Lorizan Teles da Silva, de 18 anos, permanece presa e é a principal suspeita do crime.

Segundo a investigação, a bebê apresentava graves ferimentos na cabeça e marcas de estrangulamento no pescoço. Inicialmente, havia a informação de que a criança teria sido atingida por um golpe de faca, mas, no decorrer das apurações, a Polícia Civil concluiu que as lesões podem ter sido provocadas por outro tipo de objeto, compatível com os materiais apreendidos na residência.
De acordo com o delegado Alisson Guimarães, a investigação também se concentra nas contradições apresentadas pela mãe durante os depoimentos. Em uma primeira versão, Lorizan afirmou que amamentava a filha mais nova, de quatro meses, quando encontrou a menina de um ano ferida dentro do quarto, com intenso sangramento, e pediu ajuda aos vizinhos. Posteriormente, em novo interrogatório, declarou que estava dormindo e que, ao acordar, encontrou a criança já machucada. Ela também afirmou que a porta da residência estava aberta.
Até o momento, segundo a Polícia Civil, não foram encontrados elementos que confirmem essa segunda versão dos fatos. O pai da criança estava viajando para o estado do Pará quando foi informado sobre o ocorrido. Ele já foi localizado pela polícia e deverá prestar depoimento para auxiliar no esclarecimento do caso. Ainda conforme o delegado, moradores da região relataram à polícia que episódios de violência seriam frequentes na residência da família. As informações estão sendo verificadas e fazem parte da investigação.
A criança foi socorrida e levada ao Hospital Regional Tomás Martins, em Santa Inês, após uma ocorrência atendida pelo 7º Batalhão da Polícia Militar e pelo Conselho Tutelar. Ela chegou à unidade de saúde em estado gravíssimo, com traumatismo craniano e marcas de estrangulamento provocadas por uma corda no pescoço. Apesar dos esforços da equipe médica e da tentativa de transferência para uma unidade de maior complexidade em São Luís, a menina não resistiu aos ferimentos e morreu durante o translado.
A Polícia Civil informou que o caso continua sendo investigado para esclarecer a dinâmica do crime, a motivação e a participação de eventuais envolvidos. A mãe permanece presa à disposição da Justiça. A acusada deu uma entrevista para uma tv local e negou que seja a autora do crime.


