O ex-secretário de Estado da Saúde do Maranhão, Tiago Fernandes, rebateu as críticas feitas pelo ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, sobre a superlotação dos hospitais Socorrão I e Socorrão II. Em manifestação divulgada nesta segunda-feira (8), ele afirmou que o problema não pode ser atribuído apenas ao fluxo de pacientes do interior e defendeu a existência de falhas estruturais na rede municipal de saúde da capital.

Segundo Tiago Fernandes, a atenção básica deveria funcionar como principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), o que, na avaliação dele, não ocorre de forma adequada em São Luís. “Qual é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde? As unidades básicas de saúde, que são para cuidar dos nossos hipertensos, dos nossos diabéticos, das nossas crianças, das nossas gestantes”, afirmou.
O ex-secretário destacou ainda a baixa cobertura da atenção primária na capital e citou bairros que, segundo ele, enfrentam deficiência no atendimento. Ele também comparou indicadores locais com dados estaduais. “São Luís é a última capital do Nordeste em termos de cobertura de atenção primária”, declarou.
Tiago Fernandes afirmou ainda que o Governo do Estado propôs a utilização do Hospital da Ilha para reduzir a pressão sobre os Socorrões, mas que a medida não avançou por falta de acordo com a Prefeitura de São Luís.
Ele também contestou a versão de que a superlotação seja causada exclusivamente pela chegada de pacientes do interior. “Dizer que os Socorrões estão lotados exclusivamente por isso não cabe”, afirmou.


