A senadora Eliziane Gama apresentou, nesta quarta-feira (6), uma série de requerimentos para acompanhar as investigações sobre o caso da trabalhadora doméstica grávida de 19 anos que denunciou ter sido vítima de agressões e tortura em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.

Entre as medidas adotadas, a parlamentar solicitou que a Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal realize diligência externa no Maranhão para apurar os fatos. Além disso, a senadora encaminhou ofícios ao Ministério Público, Ministério do Trabalho, Polícia Civil e Defensoria Pública, cobrando informações detalhadas sobre as providências tomadas no caso.
Em declaração, Eliziane Gama classificou o episódio como “estarrecedor” e defendeu rigor na responsabilização dos envolvidos. “É estarrecedor esse caso que tem como vítima uma trabalhadora doméstica maranhense. Pelo que foi divulgado até agora, estamos diante de uma situação de tortura, agressões de toda ordem e abuso de poder. E isso causa cicatrizes profundas. É preciso extremo rigor na apuração destes fatos”, afirmou a senadora.
Prisão
Enquanto isso, a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada por suspeita de agredir e torturar a jovem, foi presa na manhã desta quinta-feira (7), em Teresina. A informação foi confirmada pela defesa da investigada.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, a advogada Nathaly Moraes informou que o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Maranhão estava sendo cumprido na capital piauiense.“Ela vai responder nos termos e vai cumprir as medidas judiciais que lhe foram impostas e a defesa segue atuando. Ela foi presa em Teresina e o mandado de prisão está sendo cumprido neste momento”, declarou a advogada.
A prisão preventiva foi decretada pela Justiça do Maranhão após pedido da Polícia Civil. Na quarta-feira (6), equipes policiais estiveram na residência da empresária para intimá-la a prestar depoimento, mas ela não foi encontrada no imóvel. Segundo a Polícia Civil, apenas uma funcionária estava na casa e teria sido chamada às pressas para assumir o serviço.
O caso é investigado pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, após a vítima registrar boletim de ocorrência. A jovem afirmou ter sido agredida depois de ser acusada de roubar joias da ex-patroa.


