Equipes das Delegacias de Polícia Civil de Vitória do Mearim e Arari, com apoio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), apreenderam na manhã desta quinta-feira (5) 78 cargas de emulsão explosiva que estavam abandonadas às margens da rodovia MA-014, na saída de Vitória do Mearim.

Segundo a polícia, a ação teve início após populares encontrarem uma mala contendo o material explosivo e acionarem as autoridades. Diante do risco, a área foi isolada para garantir a segurança de motoristas e moradores que trafegavam pela via. Após a inspeção, foi constatado que o material não possuía detonadores, o que reduziu o risco imediato de explosão. Ainda assim, as equipes especializadas realizaram a remoção seguindo todos os protocolos de segurança.
Há suspeita de que os explosivos poderiam ser utilizados em ações criminosas, como ataques a instituições financeiras ou assaltos a carros-fortes. Todo o material apreendido foi encaminhado ao Instituto de Criminalística (ICRIM), em São Luís, onde passará por perícia. Ninguém ficou ferido, e o caso segue sob investigação para apurar a origem e as circunstâncias do abandono.

Outra ocorrência
Ainda na tarde desta quinta-feira (5), momentos de pânico e terror foram registrados no Hospital Dr. Afonso Matos, no município de Matinha. Um jovem, conhecido popularmente como “2 mil”, chegou à unidade hospitalar em um veículo, gravemente ferido, após sofrer várias facadas e ter uma das mãos decepada, em um local ainda não confirmado.
Ao estacionar o carro nas proximidades do hospital, dois indivíduos chegaram ao local e efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra o jovem, atingindo principalmente a região da cabeça. A vítima morreu no local antes de receber atendimento médico. De acordo com informações preliminares, o jovem já havia sobrevivido anteriormente a um disparo na cabeça e, segundo relatos, vinha escapando de outras tentativas de homicídio ao longo dos últimos anos.
O crime será investigado pelas autoridades policiais, que buscam identificar os autores e esclarecer a motivação da execução. Até o momento, ninguém foi preso.



