Morador usa geladeira para impedir avanço de obra e pede solução para problemas de alagamentos em Matinha

Um morador da cidade de Matinha teve que usar uma geladeira para impedir uma obra da prefeitura que poderia prejudicar sua residência e pediu soluções para resolver problemas de alagamentos no centro da cidade. O caso foi registrado nesta quarta-feira (12) e a Polícia Militar teve que ser acionada para mediar o conflito envolvendo a Secretaria Municipal de Obras e o morador.

Polícia teve que ser acionada

A ocorrência foi registrada durante a execução de uma obra de pavimentação na rua ‘Coronel Antônio Augusto Alves da Silva’, conhecida como Rua do Camelô. A polícia foi acionada pela prefeitura, que quer continuar com as obras de asfaltamento das ruas. Por outro lado, o dono da residência diz que está sendo prejudicado e que as gestões recentes já tentatam resolver o problema há anos, sem sucesso.

De acordo com o morador, o motivo do protesto foi a elevação do nível da via, que estaria ficando acima da calçada de sua residência, o que, segundo ele, pode causar problemas no escoamento da água da chuva. Em frente à casa há uma galeria destinada à drenagem, que, segundo relatos, não comporta o volume de água durante períodos chuvosos.

Em conversa com o Blog do Jailson Mendes, o morador relatou as dificuldades enfrentadas por quem vive na região e afirmou que o problema é antigo. “A situação foi o seguinte: é porque aqui todo ano eles vão arrumar essa rua e dão um jeito de levantar a rua. E a gente que é morador sabe a dificuldade que é pra tirar água de dentro de casa. Toda vez que chove, não tem saneamento básico. Botaram uma bueira aqui que não comporta água, ela é muito fina. Quando chove, transborda a rua todinha e entra água aqui dentro de casa”, explicou.

O morador contou ainda que procurou o secretário municipal para tratar da situação, mas acabou sendo orientado a permitir a continuidade da obra e, posteriormente, recorrer aos órgãos competentes. “O policial me disse: ‘tu não pode parar uma obra, senão é arriscado até tu ir preso. Mas, se te prejudicar, tu vai na Defensoria e registra uma queixa contra a prefeitura. Aí tu pode até ser indenizado’. Aí foi o que eu fiz, deixei de mão”, relatou.

A Polícia Militar foi acionada para intervir e controlar a situação. Os trabalhos precisaram ser temporariamente interrompidos até que os ânimos fossem apaziguados e a via liberada. Procurado pelo blog, o prefeito Nilton Everton ainda não se manifestou sobre o caso.

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