Nesta segunda-feira (27), a comunidade católica se reuniu no Porto da Raposa, em São João Batista, para celebrar uma Missa de Sufrágio em memória das vítimas do naufrágio da lancha Proteção de São José, tragédia que completou 60 anos neste dia 27 de outubro. O naufrágio é considerado o maior desastre marítimo do Maranhão.

O momento de fé e solidariedade foi marcado por emoção e homenagens. Familiares das vítimas, sobreviventes, amigos e moradores participaram da celebração, que teve como propósito relembrar as mais de cem vidas perdidas naquele que é considerado o maior desastre marítimo da história do Maranhão. Durante a missa, presidida pelo pároco local Paulo Sérgio, os presentes elevaram suas orações “em esperança cristã da vida eterna”, pedindo a Deus que acolha as almas das vítimas e conforte os corações dos que permaneceram.
A tragédia que marcou o Maranhão
O dia era 27 de outubro de 1965, uma terça-feira. Naquela tarde-noite, três lanchas — Fátima, Maria do Rosário e Proteção de São José — deixaram o movimentado Porto da Raposa, importante ponto de escoamento de mercadorias e transporte de passageiros entre os municípios de São João Batista, São Vicente de Férrer, Matinha, Cajapió e a capital São Luís.
Com as embarcações lotadas, a travessia pelo mar aberto exigia experiência e coragem. Porém, ao anoitecer, já nas proximidades da localidade Tauá Redondo, próximo ao Porto do Itaqui, a lancha Proteção de São José chocou-se com uma croa — formação rochosa submersa — e partiu-se ao meio, afundando rapidamente.

O acidente resultou em mais de uma centena de mortes, entre homens, mulheres e crianças. Poucos conseguiram sobreviver. O episódio causou comoção em todo o Maranhão e foi decretado luto estadual. Entre os poucos sobreviventes estão Pedrinho Duarte e sua esposa Dona Marinete, única mulher resgatada com vida, que perdeu sua primeira filha, ainda bebê. Outros nomes que escaparam da tragédia foram Pedro de Geraldo, Sandáia, Batista de Pacherá e Quidinho, todos lembrados com emoção durante o ato religioso.
A cada ano, os moradores de São João Batista mantêm viva a memória das vítimas com orações e homenagens. Em 1989, por iniciativa do então vereador Zezi Serra, foi sancionada uma Lei Municipal que instituiu o dia 27 de outubro como feriado municipal, em lembrança ao Naufrágio da Lancha Proteção de São José.
Fé e memória
Sessenta anos depois, o povo joanino continua se reunindo para agradecer a Deus pela vida, honrar os que partiram e fortalecer os laços de comunidade e fé. “É um momento de dor e de saudade, mas também de esperança e união. A tragédia marcou nossa história, e cada oração é uma forma de manter viva a lembrança daqueles que se foram”, afirmou um dos organizadores da celebração.




60 anos se passaram e nen hum memorial quase não tem acesso pra chegar lá , ou seja, muita falta de respeito com RAPOSA