Policial Militar baleado na cabeça no Litoral Maranhense morre após mais de 20 dias internado em São Luís

Morreu na madrugada desta segunda-feira (22), o soldado da Polícia Militar do Maranhão, Bruno Almeida Silva, de 28 anos, baleado na cabeça durante um tiroteio no município de Mirinzal, no Litoral Maranhense. O policial estava internado em estado grave desde o dia 16 de agosto, data em que foi atingido por um disparo durante uma ação criminosa na Praça de Eventos da cidade.

Vítima

Segundo informações do comando regional da PM, o tiro foi disparado por um homem ainda não identificado. Na ocasião, Bruno estava fardado e portava uma pistola calibre .40, que desapareceu após o ataque. O local do crime foi isolado por uma guarnição da Polícia Militar, mas os agentes não conseguiram coletar maiores informações sobre os autores ou as circunstâncias do tiroteio.

Após o atentado, o soldado foi socorrido inicialmente na Santa Casa de Misericórdia de Cururupu. A precariedade no atendimento inicial foi denunciada publicamente pelo deputado estadual Wellington do Curso, o que acabou pressionando as autoridades a providenciar a transferência de Bruno para São Luís, onde ele foi internado no Hospital do Servidor.

Durante o período de internação, o militar passou por procedimentos médicos delicados e aguardava novas cirurgias. Apesar dos esforços da equipe médica, Bruno não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada na madrugada desta segunda-feira (22). A morte do soldado causou comoção entre familiares, amigos, colegas de farda e moradores da região.

A população acompanhava o caso com solidariedade, e diversas mobilizações foram feitas em apoio à família do policial. “Meu filho era um guerreiro que dedicava sua vida à segurança da sociedade. Agora ele descansa em paz, mas deixa um legado de coragem e amor ao próximo”, declarou Ivanilton Almeida, pai do policial.

Bruno Almeida Silva era considerado um profissional dedicado e estava na corporação há alguns anos. Sua trajetória foi marcada pelo comprometimento com o serviço público e pela atuação nas comunidades do Litoral e Baixada Maranhense. O caso segue sob investigação da Polícia Civil. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou preso. A pistola do policial, uma .40 pertencente à corporação, também não foi localizada.

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