Uma pesquisa divulgada pela Univerisidade Federal do Maranhão (UFMA) nesta terça-feira (16) identificou a presença de caramujos da espécie Biomphalaria glabrata, hospedeiros intermediários do parasita Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose, no município de São Vicente Férrer. A descoberta acende um alerta para a saúde pública da região, especialmente na Baixada Ocidental Maranhense, considerada área de alta prevalência da doença.

O estudo foi conduzido pela acadêmica Denyze Rodrigues dos Santos Borges, do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC). A pesquisa teve como foco principal investigar coleções hídricas — tanto na zona rural quanto no centro da cidade — onde foram encontradas populações do molusco transmissor.
Sob análise em estereomicroscópio, foi possível observar ovos de B. glabrata presentes nas conchas dos caramujos coletados, reforçando o risco de transmissão da esquistossomose na localidade. A doença, também conhecida como barriga d’água, é causada por vermes que se alojam nos vasos sanguíneos e pode provocar sintomas como dores abdominais, diarreia, sangue nas fezes, aumento do fígado e do baço, além de complicações graves em casos crônicos.
Atualmente, a esquistossomose está presente em 48 municípios do Maranhão, com destaque para os da Baixada Ocidental, região que apresenta condições ambientais favoráveis à proliferação dos caramujos vetores.
A pesquisa foi destaque no programa “Rádio Ciência”, veiculado pela Rádio Universidade da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), onde a autora detalhou o processo de coleta, análise e os impactos do estudo para políticas de prevenção e controle da doença. Ouça AQUI



