Nesta sexta-feira (12), os vereadores aliados ao governo apresentaram três requerimentos propondo a instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar a aplicação de recursos públicos no município nas gestões do ex-prefeito Djalma Melo e Rui Filho. As propostas foram aprovadas e um pedido da Oposição, também para criar uma comissão, foi rejeitada.

Os pedidos foram apresentados pelos vereadores Dedê Aboiador, Léa Lopes, Jhoseph Martins e Marise Alves. O Requerimento nº 163/2025 pede a criação de uma CPI para apurar a utilização dos recursos do Fundo Municipal de Saúde e das transferências realizadas pelos governos federal e estadual para o enfrentamento da pandemia da Covid-19, no período de 6 de fevereiro de 2020, durante a gestão de Djalma Melo, a 31 de dezembro de 2024, já na administração de Rui Filho.
Já o Requerimento nº 164/2025 propõe uma CPI destinada a investigar a legalidade, regularidade e execução de serviços relacionados às notas de empenho emitidas para capina, retelhamento e dedetização em unidades escolares do município entre 1º de janeiro de 2021 e 31 de dezembro de 2024. Por fim, o Requerimento nº 165/2025 busca apurar possíveis desvios na aplicação dos recursos financeiros do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), também no período de 2021 a 2024.
De acordo com os documentos, cada comissão será composta por três vereadores, respeitando a proporcionalidade partidária, e terá prazo inicial de 120 dias, prorrogável, para concluir os trabalhos. Moradores aliados à prefeita Simplesmente Maria comemoraram a decisão dos parlamentares e aprovaram a iniciativa dos vereadores em investigar os recursos que chegaram ao município durante a pandemia da Covid-19 e outras coisas.
Na mesma sessão, a Mesa Diretora da Câmara reprovou um pedido da Oposição para criação de uma CPI com objetivo de investigar possíveis irregularidades na aplicação dos recursos do FUNDEB em Arari. No entanto, como não tinha fato determinado, a proposta foi rejeitada pela presidência da Câmara de Vereadores. Os membros da Oposição prometeram acionar a Justiça.


