Olinda Nova do Maranhão dá exemplo ao criar APAE em busca de solidariedade e cuidado para pessoas com deficiência

Desde o dia 13 de janeiro de 2025, um movimento silencioso, mas firme, vem ganhando força na Baixada Maranhense. Mobilizada pela urgência do cuidado e da dignidade, a comunidade de Olinda Nova, juntamente com municípios vizinhos como Matinha e São Vicente Ferrer, iniciou uma verdadeira cruzada pela garantia do direito à saúde de pessoas com deficiência intelectual, múltipla e metabólica.

APAE inicia ações na Baixada Maranhense

A iniciativa resultou, no dia 26 de julho, na criação da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Olinda Nova do Maranhão. Em menos de um mês, a nova entidade já transformou vidas, oferecendo atendimento gratuito de alta complexidade a quem antes estava à margem dos serviços especializados.

Atendimentos com equipe multidisciplinar já estão em curso

A APAE iniciou suas atividades com uma série de atendimentos clínicos especializados. No dia 1º de agosto, 19 pacientes foram acolhidos por uma equipe liderada pelo clínico cirurgião Dr. Emano, ao lado de psicólogos, nutricionistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem. No dia 5 de agosto, a equipe foi reforçada com a presença do psiquiatra Dr. Cláudio Henrique, da médica Dra. Bianca Lindoso, da nutricionista Neidimar Cutrim, além da técnica Regiane e da enfermeira Thalyane.

A mobilização atingiu um novo patamar no dia 23 de agosto, quando 42 pacientes foram atendidos por uma equipe ampliada, incluindo o psiquiatra Dr. Frazão e a neuropediatra Dra. Ivana Frazão. Eles foram acompanhados por uma ampla rede de profissionais da APAE: enfermeira Etaniele, os técnicos de enfermagem Andson, Alcinete, Valdenice, Regiane, Galdiene, Daiana, Aldelina e Sirlene, a psicopedagoga Clécia, as recepcionistas Natiele, Janiele e Luana, a fonoaudióloga Gleiciele e a estomaterapeuta Cleidimar Cutrim.

Próximos passos: sede própria e inclusão plena

A mobilização da comunidade não para por aí. O próximo marco será a inauguração da sede própria da APAE, com funcionamento diário. O espaço será dedicado não apenas à saúde, mas também à implantação da Educação Especial, ao incentivo ao esporte, à cultura, ao lazer e à inclusão de pessoas com deficiência no mundo do trabalho.

A luta travada por essas famílias ecoa muito além dos limites geográficos da Baixada Maranhense. É um exemplo de que “fazer o bem sem olhar a quem” não é apenas um princípio cristão, mas um verdadeiro ato de amor, resistência e cidadania.

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