Adolescente descoberto pela PF por planejar ataques em escolas da Baixada Maranhense é liberado pela Justiça um dia após apreensão

Um adolescente de 15 anos, suspeito de planejar ataques a pelo menos três escolas do município de Pinheiro, na Baixada Maranhense, foi liberado pela Justiça no sábado (23), apenas um dia após ter sido apreendido durante uma operação conjunta das forças de segurança. A ação, realizada na manhã de sexta-feira (22), foi coordenada pela Polícia Civil do Maranhão, com apoio da Polícia Federal e do Centro de Inteligência da Polícia Civil.

Suspeito foi apreendido em Pinheiro

O mandado de busca e apreensão domiciliar foi cumprido no bairro do Sete, onde o adolescente, que é estudante, foi localizado em sua residência. Durante a operação, os agentes apreenderam um revólver, uma espada, um punhal, uma máscara, um rádio amador, além de cinco celulares e um notebook. Segundo as investigações, o material seria utilizado em atentados contra instituições de ensino na cidade.

A apuração teve início com a Unidade de Combate aos Crimes de Ódio da Polícia Federal, em Brasília, que identificou comunicações suspeitas na dark web e repassou as informações à Polícia Civil maranhense. Com base nas diligências, a polícia solicitou judicialmente o mandado de busca que culminou na apreensão. De acordo com a análise preliminar dos dispositivos eletrônicos apreendidos, o adolescente planejava ataques contra as escolas Pedro Lobato, Fundação Bradesco e Augustinho Ramalho.

Mensagens interceptadas indicavam que uma das ações estaria programada para o dia 8 de setembro de 2025. Apesar da gravidade dos indícios e da apreensão inicial, o jovem foi liberado pela Justiça menos de 24 horas depois, após ser encaminhado à Fundação da Criança e do Adolescente (FUNAC). Os motivos da decisão judicial não foram detalhados publicamente, mas o caso segue sob investigação.

A liberação gerou apreensão entre educadores, familiares de alunos e autoridades locais, principalmente diante das evidências reunidas na operação. As forças de segurança informaram que os dispositivos eletrônicos continuam sendo periciados, e que novas medidas judiciais não estão descartadas. A Polícia Civil reforçou que segue monitorando potenciais ameaças à segurança escolar e destacou a atuação preventiva como fundamental para impedir que situações como essa se concretizem.

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