Presidente da Agerp, entidades e associações de piscicultura da Baixada esclarecem boatos sobre doença da urina preta

O presidente da Agerp, Júlio Mendonça, gravou um vídeo para esclarecer à toda a população maranhense acerca dos boatos infundados sobre a Síndrome de Haff, popularmente conhecida como doença da urina preta, que estariam dando em peixes no Brasil.

Presidente da Agerp reforçou que notícias falsas prejudicam produtores do MA / Foto: Divulgação

Além dele, diversas associações de piscicultores da Baixada Maranhense estão lançando notas a respeito do assunto, que tem tomado as redes sociais nas últimas semanas. Júlio Cesar, que é médico veterinário e ex-professor da UFMA, disse que não existe nenhum caso registrado no Maranhão.

Ele também chamou a atenção das notícias falsas e que podem prejudicar toda a cadeia produtiva do pescado maranhense, o que acarreta em prejuízo na renda de milhares de famílias que trabalham com piscicultura no Maranhão. “Eu e minha família continuaremos a consumir o pescado maranhense, pois é totalmente seguro”, concluiu.

Ontem (13), diversas organizações ligadas ao tema, como o Comitê Estadual de Sanidade dos Animais Aquáticos, a Câmara Setorial de Aquicultura, a Sagrima, a Aged, a Agerp, a Associação dos Engenheiros de Pesca do Maranhão – AEP e o curso de Engenharia de Pesca da UEMA, divulgaram uma nota com mais informações sobre a doença.

Ele reafirmaram que até o presente momento, não foram registrados casos da doença no Estado do Maranhão. Existem muitas informações sem comprovação científica sendo disseminadas por meio digital, que relacionam a doença ao consumo de pescado, o que prejudica o setor como um todo e que não há registro oficial de contaminação de pessoas que tenham consumido pescados provenientes de criatórios (cultivos).

“O pescado proveniente de empreendimentos aquícolas e pesqueiros que promovam as boas práticas de manejo e de manipulação do pescado, tanto na produção quanto na comercialização e que atuem com medidas de biossegurança, diminuem as chances de se tornarem veículos de agentes contaminantes que causem prejuízos à saúde humana. Os casos registrados acenderam o debate sobre quais espécies de peixes poderiam transmitir a doença. Portanto, não há nenhuma publicação cientifica ou relato da comunidade médica que associe a Síndrome de Haff ao consumo de peixes de criatório”, diz a nota.

Por fim, eles esclarecem que o ‘o pescado continua sendo a proteína animal mais saudável e mais consumida em todo o mundo. As entidades que trabalham envolvidas com a cadeia do pescado pedem que a população evite a disseminação de informações falsas e que informações falsas prejudicam toda a cadeia produtiva do pescado maranhense, o que acarreta em prejuízo na renda de milhares de famílias que trabalham com piscicultura no Maranhão’.

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