Centro de Atenção Psicossocial de Penalva fortalece ações durante o Dia Nacional da Luta Antimanicomial

Nesta terça-feira, 18, o Centro de Atenção Psicossocial da cidade de Penalva realizou atividades referente ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial. O centro é coordenado pelo jovem Herbeth Santos, ligado à Secretaria Municipal de Saúde.

Ações foram realizadas no Caps de Penalva

Para fortalecer as ações do centro, a coordenação lançou uma programação para esta semana, de forma a reafirmar a luta pelos direitos essenciais das pessoas com sofrimento mental. Em Penalva, o Caps está localizado na rua Gentil Silva, no centro do município, próximo ao comercial Silva.

O coordenador do serviço informou que o centro conta com equipe multiprofissional e especializada, formada por psicólogo, enfermeiro, terapeuta ocupacional, assistente social e médico psiquiatra. Ele chama a atenção para a importância dos serviços oferecidos pelo centro e que as pessoas devem procurar a ajuda.

“As pessoas portadoras de transtorno mental devem ser tratadas com respeito, igualdade, humanização, mantendo os laços familiares e sociais e nunca ficarem em situação de isolamento. Você que é portador de transtorno mental ou encontra-se em situação de sofrimento emocional o Caps está de portas abertas para atendê-lo. Tratar sim, excluir jamais”, comentou.

História

18 de maio foi instituído como Dia Nacional da Luta Antimanicomial no Brasil em homenagem à luta dos profissionais de saúde por um tratamento mais humano aos usuários do sistema de saúde mental. Uma luta que ganhou força no contexto da abertura da ditadura militar, quando surgiram as primeiras manifestações no setor de saúde.

No bojo destas, surge o Movimento dos Trabalhadores de Saúde Mental, que logo assumiria um importante papel na crítica da política de assistência psiquiátrica da ditadura: suas reivindicações incluíam o fim do uso do eletrochoque e de outras práticas de “tratamento” – que se assemelhavam às torturas comuns nos porões da ditadura –, melhores condições de assistência à população e pela humanização dos serviços. Este movimento dá início a uma greve (durante oito meses no ano de 1978) que alcança importante repercussão na imprensa à época.

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