Artigo: Em Viana, o rei está nu

Ano passado (2019), Escrevi um artigo publicado em alguns blogs cujo titulo era : O rei, a corte e o bobo! Lá, discorri sobre a opera bufa que foi o carnaval na princesa dos lagos comandados pelo alcaide Magrado Aroucha ( o barros deixo de lado pra não queimar).

Prefeito de Viana, Magrado Barros

Falei como surgiu a exressão o Bobo da Corte. Era um humorista que fazia os nobres se divertirem, contando histórias e fazendo graças. Em nossa cidade de Viana (MA) – essa caricata figura se mostra cada vez mais presente, aumentando em 2020.

No carnaval de 2020, usando mais uma vez da história pra ilustrar o presente afirmo; o rei está nu! O conto de autoria do dinamarquês Hans Christian Andersen foi inspirado numa história encontrada no Libro de los ejemplos (1335). No conto original, um rei recebe cavilosamente de tecelões um traje que seria invisível a todos menos àqueles que são filhos legítimos de seus pais presumidos. Já Andersen altera sua fonte para direcionar o foco da história para a vaidade cortesã e soberba.

Um andarilho fugindo de outro reino chegou na cidade e espalhou que tinha a fma de melhor alfaiate. Disse que a roupa que faria ao rei seria com um tecido que só as pessoas nobres e inteligentes seriam capazaes de ver. O rei, muito vaidoso, gostou da proposta e pediu ao bandido que fizesse uma roupa dessas para ele.

O bandido recebeu vários baús cheios de riquezas, rolos de linha de ouro, seda e outros materiais raros e exóticos, exigidos por ele para a confecção das roupas. Ele guardou todos os tesouros e ficou em seu tear, fingindo tecer fios invisíveis. Todos passavam na frente da alfaiataria e ele não parava de fazer sua performance: puxava panos, cortava o ar, olhava com cara de quem poderia fazer melhor, refazia e pendurava nada no mancebo. E assim o fez por semanas, enquanto recebia o dinheiro do rei. Claro que todas as pessoas que passavam pela janela alegavam ver o tecido, para não parecerem estúpidas.

Um dia, o rei se cansou de esperar, e ele e seus ministros quiseram ver o progresso do suposto “alfaiate”. Quando o charlatão mostrou a mesa de trabalho vazia, o rei exclamou: “Que lindas vestes! Fizeste um trabalho magnífico!”, embora não visse nada além de uma simples mesa, pois dizer que nada via seria admitir na frente de seus súditos que não tinha a capacidade necessária para ser rei. O bandido garantiu que as roupas logo estariam completas, e o rei resolveu marcar uma grande parada na cidade para que ele exibisse as vestes especiais.

Durante o evento, contudo, uma criança, inocente e sincera, gritou ” O rei está nu!”. O grito é absorvido por todos, A sinceridade e o olhar da criança tocou a todos. Os burburinhos começaram e todos começaram a confessar que não enxergavam a nova roupa do rei.

Assim em viana, ao estar no meio de uma multidão do tão propagado “bloco do macho velho”, que chegou a ser proibido pela justiça, Macho velho, o  rei, seguiu nos braços dos apaninguados, que suspiravam e tal conforme a historia diziam que o macho é rei.

Ao manter a peso de ouro uma claque política apegada ao poder e cega, surda e muda aos problemas de viana, como os nobres daquele reino, fazem o jogo do alfaialte ( um doce pra quem acertar quem seja). No entato, assim como existiu aquela crinaça que falou verdadeiramente que o rei estava nu, a imensa maioria da sociedade vianense também vê o caos que tomou conta da cidade, suas ruas esburacadas, sem água, saude na uti e estradass vicinais intraegáveis e estaõ só esperando a hora de gritar: O REI MACHO VELHO ESTÁ NU!

*Nélio Junior, historiador, acadêmico em Direito, especialista em Docência do Ensino Superior

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