Durante entrevista, Lelé Arouche confirma pré-candidatura em São Vicente Ferrer

Lelé Arouche

Eliezer Arouche, mais conhecido como Lelé Arouche (PDT), é o atual vice-prefeito de São Vicente Férrer, e, em menos de uma semana, assumiu a Prefeitura da cidade duas vezes, por conta do afastamento da Prefeita Maria Raimunda, determinado pela Justiça. Jovem e inteligente, Lelé desponta como favorito para se tornar o novo prefeito da cidade a partir de 2017, graças ao seu trabalho e comprometimento com o povo vicentino.

Gestor público, cresceu dentro da política por conta de seus pais. Em uma entrevista exclusiva e reveladora ao Blog da Cristiana França , Lelé Arouche conta também porque rompeu com a prefeita afastada logo no início do mandato, e disse porque é candidato à vaga de Prefeito nestas eleições municipais de 2016.

CF- Lelé Arouche, você vem de uma família de políticos e cresceu acompanhando a política. Desde 2013, você é vice-prefeito de São Vicente Férrer. Como se deu essa articulação?

É verdade, eu nasci em um ambiente totalmente politizado, e desde muito cedo percebi que eu poderia fazer muito pela população. Trago a política na veia, mas na própria veia a política velha se renova e me impulsiona a trabalhar uma nova maneira de gerir, o povo vicentino é um povo sofrido, mas nunca foge à luta. E exatamente esse “não fugir a luta” que motivou- me a sair vice, na época, da atual prefeita. A escolha de um vice é a mesma escolha que se faz na hora do voto: acredita-se que o propenso candidato fará o melhor. Infelizmente não aconteceu.

CF- Por quanto tempo ainda você foi aliado da Prefeita Maria Raimunda? Quando se deu, de fato, esse rompimento?

As divergências aconteceram logo no início do mandato, quando percebi que eu estava sem espaço para implantar as propostas tantas vezes discutidas e acordadas. Poderia ter abandonado logo no início, mas o povo, a juventude acreditou em mim, e eu precisava corresponder. Infelizmente a ganância e os desmandos de quem estava à frente, fez-me ao final do primeiro ano, assumir com muita responsabilidade uma oposição ao governo, no entanto tornei pública e atuante em meados de 2014 quando de fato já não dava, como cidadão, para ver “a banda passar”….botei meu bloco na rua. Arregacei as mangas e trabalhei ativamente levando saúde para povoados não assistidos; providenciei capacitação em vários cursos para trabalhadores rurais, donas de casa, juventude. Tudo isso contando com parceiros, já que até mesmo o meu salário já não era depositado.

CF- Sabemos que o município, desde o primeiro ano de gestão da atual Prefeita, passa por dificuldades, inclusive com várias irregularidades denunciadas pelo Ministério Público. Na sua opinião, como anda a administração municipal de São Vicente Férrer e o porquê de tantos problemas?

Hoje, amadurecido politicamente, eu posso afirmar que não dá para colocar qualquer pessoa para gerir um município. É preciso ter responsabilidade, conhecimento técnico e se cercar de pessoas capacitadas. Dizer não para conchavos políticos. Nesse meio tempo, eu ingressei na Faculdade e hoje sou Gestor Público. É exatamente isso…não dá para votarmos em beijos e abraços.

CF- Recentemente, você assumiu a cadeira de prefeito, devido ao afastamento da Prefeita. Como foram esses dias à frente da Prefeitura? O que deu pra fazer nesse curto espaço de tempo?

Em uma análise proporcional, eu posso dizer que em três dias, eu fiz o que deixou de ser feito em mais de três anos. Mesmo sendo uma metáfora, a única coisa que não fiz foi “sentar na cadeira de prefeito”. A minha preocupação concentrou-se no pagamento dos salários do funcionalismo, e deixei autorizado. Retirei da secretaria de saúde a filha da prefeita, sim, filha…mas foram só três dias, e o tsunami de irregularidades é muito maior que três dias.

CF- É de conhecimento geral que você é candidatíssimo a Prefeitura da cidade. Como estão as articulações? Porque você decidiu ser candidato a Prefeito em São Vicente Férrer?

Pois é, sou pré-candidato à prefeitura, me preparei para fazer uma boa gestão. Sinto que devo isso à população, à juventude que comprou a ideia do “juntos somos mais fortes”. Tenho um grupo solidificado, tenho propostas e principalmente, tenho o povo que pede tal candidatura. Sendo assim… Sou pré-candidato.

Folha de SJB

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