Uma opinião apenas, por Batista Azevedo

Batista Azevedo

JB – Um dos principais desafios da educação pública no Brasil, nas últimas duas décadas, era fazer com que as crianças tivessem acesso à escola. Hoje 98,8% delas frequentam as salas de aula, segundo dados do Pnad. Nos dias atuais, o maior desafio na educação é melhorar a qualidade de ensino. O Brasil gasta pouco com o setor, e mesmo esse dinheiro é mal usado, sendo investido mais em papel do que nos profissionais.

O que precisa melhorar é o ensino básico, pois é inconcebível que uma criança saia do 5º ano e não saiba ler, escrever e interpretar um texto. Para que ocorra uma transformação na educação, é necessário investir no professor, com melhores salários, boas condições de trabalho e um número em torno de vinte e cinco alunos por classe. Nas redes públicas estas situações não são lá levadas muito a sério. O que se vê são classe abarrotadas de alunos e professores cada vez mais desqualificados.

Poucos são os municípios que investem numa boa formação de seus docentes, aliás, este compromisso de se estar bem formado sempre deve ser o primeiro compromisso do docente em si. Investir na sua capacitação deve ser o norte para ser um excelente profissional, advinda de onde vier. Nos municípios, os órgãos responsáveis pela Educação municipal, as Secretarias, devem por dever público, proporcionar a organização do sistema de educação.

Organizar o calendário escolar, assegurar a carga horária legal aos educandos, propiciar formação continuada a todos os servidores das escolas (corpos docente, operacional e técnico). Faz-se imperioso o cumprimento deste calendário, sem prejuízo a nenhuma das partes. Daí, é preciso assegurar o início das aulas, bem como a estrita regularidade desse calendário. O atraso no início das aulas só acumula prejuízos aos alunos. Além de gerar a desmotivação, gera também a acomodação dos docentes, que aliás devem cumprir e fazer cumprir a legislação, seja no que tange a seus direitos, deveres e obrigações.

Como se ver, garantir uma educação de qualidade nos dias de hoje exige responsabilidade de todos, sobretudo do poder público e seus gestores. E devem ser destes a maior fatia de responsabilidade, pois lhes cabem possibilitar a boa estruturação dos espaços onde acontecerá a educação, seja na relação com os docentes, seja na garantia de direitos básicos e fundamentais dos discentes, como uma boa e regular alimentação escolar, transporte escolar, material didático, e o mais básico destes direitos, assegurar o acesso, a permanência e a aprendizagem com qualidade, num ambiente propício e harmonioso.

Folha de SJB


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4 respostas para “Uma opinião apenas, por Batista Azevedo”

  1. Concordo também em gênero, número e grau! E creio que esses direitos já deveriam ter sido concedidos há muitos anos!

  2. Primeiro tem que acabar com a intervenção da politicagem (protecionismo, subjetividade) em prol da tão sonhada educação de qualidade.

  3. Ser Pátria Educadora e nunca exercer este compromisso com a nossa tão sonhada “Educação de Qualidade” pregamos que a educação é a cura da alma, mas perdemos nossa juventude a cada dia para as drogas, violência… O currículo escolar deve passar por alterações, para preparar as pessoas para os desafios da era da globalização.

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