TOPOGRAFIA E SONDAGEM DOS DIQUES DA BAIXADA ESTÃO SENDO CONCLUÍDAS

Os estudos básicos nas áreas dos campos onde serão construídos os diques da Baixada Maranhense entram em fase de conclusão. A obra segue o cronograma previsto e estão sendo consolidados os dados referentes à geotecnia, que consiste na perfuração do solo para verificação das camadas superficiais, a fim de atestar a resistência do terreno. Em janeiro de 2015, os dados relativos à topografia devem ser reunidos em outro relatório específico. São trabalhos executados pelo consórcio formado pelas empresas Engeplus Engenharia e Consultoria Ltda e Proenge Engenharia e Projetos Ltda, contratado com recursos de aproximadamente R$ 2,5 milhões.

Com base nesses serviços atualmente executados, será produzido o relatório final (com previsão de entrega para março de 2015) contendo a integração dos relatórios parciais de projeto (geotecnia, de topografia e de informações socioeconômicas), com ênfase nos resultados obtidos nos trabalhos das equipes de campo. Os serviços são necessários para a elaboração do Anteprojeto de Engenharia do Sistema de Diques da Baixada Maranhense. A obra terá extensão de 71,2 quilômetros, localizada nos municípios de Viana, Matinha, São João Batista, São Vicente Ferrer, Cajapió, São Bento e Bacurituba.

“Após a conclusão dos trabalhos de topografia, que auxilia na definição do traçado dos diques, e o de geotecnia, o qual assegura o tipo de material mais adequado a ser utilizado na construção, bem como subsidia a determinação do tipo de fundação apropriado, será realizado o tratamento dos dados levantados que darão suporte à elaboração do anteprojeto dos diques”, explicou o gerente de Infraestrutura da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) no Maranhão, Julimar Filho. Posteriormente, serão realizados cadastros físico, jurídico e socioeconômico.

Campos – Toda a área onde serão construídos os diques é formada por campos inundáveis com abundância de água doce e de peixes nativos que cedem lugar a exuberantes flora e fauna de extrema importância para a sustentabilidade das comunidades da região. Entretanto, entre julho e setembro, essas águas gradualmente escoam para o mar e seus campos se transformam numa paisagem árida, imprópria para qualquer processo produtivo.

“Com a obra dos diques, gera-se a possibilidade de preservação de uma lâmina d’água para produção durante o ano inteiro. Isso porque ocorrerá a proteção das áreas mais baixas contra a entrada de água salgada pelos igarapés, decorrente das variações da maré, protegendo, assim, os ecossistemas e os mananciais de água doce dessa região”, explicou o superintendente regional da Codevasf no Maranhão, João Martins. Os diques têm também a função de conter e armazenar a água doce nos campos naturais, durante a estação chuvosa, retardando o escoamento para o mar, sem alterar, no entanto, as cotas máximas naturais de inundação.

O Sistema de Diques da Baixada Ocidental Maranhense apresenta-se, portanto, como recurso para que haja um aumento da disponibilidade hídrica durante todo o ano para o incremento de atividades que contribuam com o desenvolvimento regional, como é o caso da piscicultura, da rizicultura, da irrigação e do turismo. “É um trabalho multidisciplinar, que envolve conhecimentos de planejamento regional, de gestão de recursos hídricos, de topografia, de geotecnia e de avaliação socioeconômica”, complementou o superintendente. O projeto Diques da Baixada faz parte das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com ações integradas entre o Governo Federal, por meio dos Ministérios da Integração e Planejamento, e execução pela Codevasf e o Governo do Estado. Fonte: Jornal O Estado do MA.

Folha de SJB

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