NO MARANHÃO A POBREZA DE MUITOS É A RIQUEZA DE POUCOS

Por David Cutrim

Na capital e no resto do estado do Maranhão há uma irônica separação territorial de pobres e ricos, mais muitas das vezes essas pessoas trabalham juntas, têm a mesma função, numa mesma área ou empresa. Tem aqueles que trabalham mais tem uma estrutura familiar ao seu redor para apoia-lo nas dificuldades e existe, por outro lado, aqueles que uma família inteira depende do seu emprego, da sua renda, esse por sinal não tem condições de morar em uma mansão mais nem por isso deixa de ser feliz. Formam-se amizades nestas empresas, essas se multiplicam e todos se envolvem de maneira gostosa independente da classe social. Seria muito interessante se todos compartilhassem dos mesmos serviços, do mesmo saneamento, da mesma escola, do mesmo hospital, se todos tivessem condições de frequentar os mesmos lugares.

Existem bairros nobres de mansões com preços incalculáveis, como também bairros mais humildes sem mansões extravagantes mais não deixam de ser nobres pelas pessoas que vivem lá. O que se observa no Maranhão, a começar por São Luís é que há poucas pessoas com muito e as grandes massas com pouco, o que significa um grande atraso. Portanto a desigualdade aumenta mais a cada dia, pois os filhos dos mais pobres estudam em péssimas escolas públicas e os filhos da minoria rica estudam nas melhores escolas particulares conseguindo assim as melhores vagas nas universidades públicas, se preparam melhor, conseguem os melhores empregos e aumentam assim todos os anos as desigualdades sociais e os índices da minoria com a maior fatia do bolo.
Em nosso estado existem pessoas com várias empresas e isso é louvável, são empreendedores notáveis que geram emprego, renda e desenvolvimento para o Maranhão. O chato é quando alguns desses empresários usam esse poder econômico para patrocinar os políticos corruptos ou para nos explorar. Claro que não podemos generalizar, não são todos os empresários que fazem essas coisas, mais há uma parte deles que usam o poder econômico e sua rede de influência para manipular de
forma vergonhosa o povo pobre do nosso estado. Chegam até a se candidatar a cargos públicos geralmente sem escrúpulo algum e o pior é que geralmente obtêm sucesso. Mais essa situação esta se desgastando o nós estamos ficando cansados de sofrer, estamos aos poucos percebendo que não somos brinquedos, que não precisamos de padrinhos políticos, temos capacidade de criar, de inventar e principalmente de pensar, pois é isso que nos faz existir, é isso que nos faz sentir vivos. Agora é tempo de nos concentrar na ideia de passar a riqueza desse estado para mão de todos, por que um estado “rico” não pode viver na pobreza extrema.
Portanto temos que afirmar o compromisso de deixar de enriquecer poucos que há décadas nos exploram e manipulam para enriquecer juntos, cada um em sua área e cidade.


Folha de SJB

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