A CRISE DA FARINHA



Por Renato Costa

A farinha é o produto mais caro na mesa do Maranhense: 6, 7, 8 até 13 reais. Um absurdo em tempo que o governo prega o controle da inflação. A farinha chegou ao ápice do preço, bom para quem produz e ruim para o consumidor. O produtor sempre reclamou das cotações, em tempo de vacas magras, o saco era comercializado de R$ 50,00 a R$ 70,00 reais. Preço baixo pelo esforço atribuído a fabricação.
Desde a plantação até o momento de fabricar a farinha requer uma batalha gigantesca, quem já percorreu uma “casa de forno” sabe o sacrifício e os gastos para se produzir um saco do produto. Veja como funciona a fabricação: Se planta a mandioca (isso, um ano ou dois antes); depois, arranca a mandioca, coloca pra enternecer, descasca a mandioca, põe pra espremer, coloca na peneira e só depois que é torrada… E isso leva horas e mais horas. 

Resumindo: pra fazer esse trabalho todo leva uma semana. E no final, o preço não compensava. Razão pela qual gerou a CRISE DA FARINHAFaz tempo que os pequenos agricultores deixaram de plantar a mandioca e no lugar fizeram pastos para criação de gado. Por isso que faltou o produto, os agricultores não tinham motivação e muito menos recompensa pelo seu trabalho.

Outro agravante que contribui para a escassez da farinha foram os benefícios do Governo Federal: Bolsa Família, bolsa gás, bolsa escola e outros mais. Com tanta facilidade os agricultores cruzaram os braços e começaram, ao invés de produzir, comprar. Somando a isso, os benefícios do governo para criação de gado fez com as áreas produtoras de mandiocas virassem pastos enormes.

Esse modelo de gestão dos indivíduos é que atrasa o Brasil, o dinheiro do governo é pra ajudar, não sanar todos os males. A maioria das famílias se conforma com o pouco e deixam o muito pra nunca mais. Eu quero saber se esses que não plantaram mandioca vão conseguir comprar a farinha de 7 reais com dinheiro do bolsa família?

Folha de SJB

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