Vendedor de sorvetes natural de São João Batista vira destaque em reportagem especial do Grupo Mirante

Um dos personagens mais conhecidos do Centro Histórico de São Luís tem raízes na Baixada Maranhense. Natural de São João Batista, Antônio José Coelho, de 65 anos, mais conhecido como Bem-te-vi, foi destaque em uma reportagem exibida pelo Grupo Mirante, que contou a trajetória do vendedor ambulante de sorvetes naturais que há mais de 40 anos encanta moradores e turistas com seus pregões cantados.

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A frase “Se eu não cantar, eu não vendo” resume a rotina de Bem-te-vi, que transformou a criatividade em uma marca registrada. Todos os dias, ele percorre as ruas do Centro Histórico carregando uma caixa de isopor sobre a cabeça e anunciando os sabores dos sorvetes por meio de versos improvisados. “Esse é bacuri, coco e maracujá. Hoje é pra vender, amanhã é pra dar. Esse é bacuri da mata, nós sofre com o calor, vem tomar o teu sorvete, quem sabe passa o calor”, canta o vendedor para atrair os clientes.

Segundo contou à reportagem, a ideia de cantar surgiu como uma estratégia para chamar a atenção de quem passava pelas ruas. O resultado foi além das vendas: Bem-te-vi se tornou um dos personagens mais queridos da capital maranhense. “Eu comecei a cantar para chamar a atenção dos compradores que passavam. Aí o povo encostava e eu botava sorvete. Não parei mais de cantar. Se eu não cantar, eu não vendo”, afirmou.

O apelido “Bem-te-vi” também nasceu de forma espontânea. Enquanto caminhava pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Antônio costumava assobiar e acabou sendo comparado ao canto do pássaro. O nome pegou e o acompanha até hoje. Morador da região do Itaqui-Bacanga, em São Luís, ele inicia a jornada por volta das 7h e segue trabalhando até as 17h, de domingo a domingo. O sobrinho, conhecido como Curió, também vende sorvetes no Centro Histórico, dando continuidade à tradição familiar.

O reconhecimento pelo trabalho veio oficialmente em 2023, quando Bem-te-vi ganhou uma estátua em sua homenagem no Centro Histórico de São Luís. A obra, produzida pelo artista Eduardo Sereno, possui cerca de 2,60 metros de altura e pesa aproximadamente 360 quilos, eternizando um dos personagens mais emblemáticos da cidade.

Apesar da fama e da homenagem, o vendedor afirma que continua trabalhando porque gosta do contato com as pessoas e da profissão que escolheu. “Até quando eu puder andar, eu estou aqui”, garantiu.

A história de Antônio José Coelho é motivo de orgulho para São João Batista e para toda a Baixada Maranhense, mostrando como um trabalhador simples transformou talento, simpatia e dedicação em um dos maiores símbolos culturais das ruas de São Luís. A matéria completa pode ser acessada AQUI.

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