Estrada é liberada pelo BOPE após protesto por transporte escolar em comunidade indígena de Viana; prefeitura e CIMI divulgam nota

A Prefeitura de Viana se manifestou por meio de nota após a paralisação realizada por indígenas da aldeia Akroá-Gamella e moradores da região de Itaquaritua, na manhã desta quarta-feira (10). O protesto ocorreu em um trecho da rodovia MA-014, que foi interditado pelos manifestantes, mas por volta das 11 horas a estrada foi liberada após a atuação de policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) do 36º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Viana.

Estrada foi liberada no fim da manhã

Segundo informações, pais e moradores bloquearam a estrada em protesto contra a falta de transporte escolar para estudantes indígenas do povo Akroá-Gamella. A mobilização ocorreu após a divulgação de uma nota pública denunciando a situação e cobrando providências das autoridades para garantir o deslocamento dos alunos até as escolas localizadas na sede do município.

Em nota de utilidade pública divulgada pela Secretaria Municipal de Educação (SEMED), a gestão do prefeito Carrinho Cidreira informou que já adotou medidas para garantir o deslocamento dos estudantes enquanto a escola da comunidade passa por reformas. De acordo com a secretaria, atualmente foi disponibilizado um ônibus para atender alunos da rede estadual que percorre outras comunidades da região, além de uma van destinada ao transporte de estudantes da rede municipal, com o objetivo de assegurar o acesso às aulas durante o período de obras.

A SEMED destacou ainda que, no momento, não há disponibilidade de um ônibus exclusivo para a comunidade, uma vez que o transporte escolar atende diversas rotas e localidades do município. Mesmo assim, a pasta afirmou que permanece aberta ao diálogo com os moradores para buscar soluções dentro das possibilidades da administração municipal.

A secretaria também informou que todo o fardamento escolar da rede municipal está em fase de aquisição e que será entregue aos alunos assim que estiver disponível. Outro ponto destacado na nota é que, durante o período de reforma da escola da aldeia Taquaritiua, foi disponibilizado transporte exclusivo para levar os estudantes até o local onde as aulas estão sendo realizadas temporariamente.

Por fim, a Secretaria Municipal de Educação agradeceu a compreensão da comunidade e reafirmou o compromisso da gestão municipal em garantir o direito à educação e a segurança no transporte dos alunos.

Outro lado

O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) do Maranhão, órgão ligado à Igreja Católica no Maranhão, divulgou uma nota acusando ao Bope de truculência durante os protestos e que a manifestação é legítima.

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