Uma troca de mensagens em um grupo de WhatsApp envolvendo o prefeito Constâncio Souza e o secretário de Cultura, Nivaldo Lima, trouxe à tona divergências públicas sobre a destinação de recursos e o apoio às manifestações culturais no município. A discussão, que repercutiu entre os participantes do grupo e membros da comunidade cultural, evidencia um clima de insatisfação e cobrança por maior valorização do setor.

Durante a conversa, o secretário Nivaldo expressou descontentamento com a falta de incentivo às atividades culturais, afirmando que “cultura sem apoio não vai pra frente”. Ele lamentou, ainda, a possível despedida de um importante grupo cultural da região, conhecido como “A Gigante do Maranhão”, sinalizando o impacto negativo da ausência de investimentos:
“Triste, a gigante do Maranhão se despede este ano. Enquanto tiverem respeito e compromisso com a nossa cultura, estaremos de volta”, escreveu. Nivaldo também criticou o valor destinado às ações culturais, considerando-o insuficiente diante das demandas do setor: “3.000 mil reais é um pingo d’água em um oceano”. Segundo ele, os maiores públicos nas festividades locais ocorrem justamente nas apresentações de grupos do próprio município, o que reforçaria a necessidade de maior apoio do poder público.

Ele também fez críticas ao uso de recursos federais: “Dinheiro de Paulo Gustavo e Aldir Blanc não dá pra nada! […] Lei federal não tem nada a ver com lei municipal”, pontuou. Diante das declarações, o prefeito Constâncio rebateu com firmeza, sugerindo que o secretário deveria se informar melhor antes de se manifestar publicamente: “Deveria te informar primeiro antes de falar o que não sabe, aliás, quem está insatisfeito melhor entregar o que tiver pra entregar”, respondeu.
Nivaldo, por sua vez, reafirmou o respeito ao prefeito, mas sustentou que falou com base na verdade: “Lhe respeito demais, e não irei ser imaturo de debater com o senhor que é o meu chefe, mas o senhor sabe muito bem que eu tenho razão no que falo. […] Eu só falei a VERDADE, e a VERDADE cabe em qualquer lugar.”
O prefeito defendeu sua gestão, afirmando que todos os recursos federais disponíveis foram devidamente captados e repassados aos projetos culturais aprovados nos editais: “Quem se inscreveu no edital e foi aprovado recebeu seus proventos”, completou. A controvérsia revelou não apenas as tensões internas da atual administração, mas também o sentimento generalizado de abandono entre grupos culturais locais.
Antes da divulgação desta matéria, o blog procurou o prefeito e o secretário, mas nenhum deles respondeu aos questionamentos até agora. Vejam os prints…



Esse aí quer fazer cultura só com dinheiro de apoio! Ninguém é obrigado a nada’ procura é criar vergonha e investir na sua brincadeira com seu dinheiro próprio pois o lucro é seu! Esse enxame todo não visa só cultura como você diz, mas sim de você não ter gastos do seu próprio bolso’
O exemplo começa pelos de casa , tenha moral consigo mesmo!
Meu querido, é importante entender que nenhum grupo cultural consegue se manter de pé sem o devido apoio dos poderes públicos – e isso não é apenas uma opinião, é um princípio assegurado pela própria Constituição. Em Cajari, inclusive, existe uma lei municipal sancionada em 2022 que prevê a concessão de auxílio financeiro aos grupos folclóricos locais. No entanto, vale destacar que, até o momento, essa lei só foi efetivamente cumprida durante a gestão da Dra. Maria Félix.
Portanto, antes de emitir julgamentos ou espalhar desinformação, seria mais prudente se informar. Contra fatos, não existem argumentos válidos. E sinceramente, quem deveria repensar sua postura é você – que comenta sobre o que não conhece, com base em achismos. Recolha sua arrogância, porque aqui, com esse tipo de atitude, você não floresce.
A sua opinião é uma falta de compreensão, e falta de respeito sobre a cultura em nossa cidade. Não se trata apenas de “brincadeira” ou de “lucro” individual. A cultura de Cajari é um patrimônio, e os artistas e grupos culturais dedicam tempo, esforço e recursos para mantê-la viva. O apoio da prefeitura é fundamental para garantir a continuidade dessas iniciativas, e o prefeito tem a obrigação de honrar os compromissos assumidos. Dizer que “ninguém é obrigado a nada” ignora o valor da cultura para a nossa cidade. Talvez você não saiba mas, não se trata de falta de gastos do próprio bolso, mas de reconhecer que a cultura precisa de apoio para seguir em frente.
Triste ver situações como essa, quando não se tem o “apoio” do pivor desta história. Se continuar assim, a algum tempo não existirá mas nada em relação a cultura, até pq uma mão que leva a outra.
A cultura da nossa cidade está sendo sufocada. E não é por falta de talento ou de gente disposta a trabalhar duro. É pela falta de apoio de uma gestão que ignora, manipula e sabota quem faz arte com verdade.
A Lei Paulo Gustavo veio para amparar produtores culturais que foram duramente afetados pela pandemia. É dinheiro público, garantido por lei, que deveria estar sendo investido com responsabilidade. Mas o que vimos por aqui? Atrasos, falta de transparência, má vontade e indícios de favorecimento. Muitos artistas ficaram de fora. Muitos projetos foram engavetados. E enquanto isso, a prefeitura fazia de conta que estava tudo bem.
O prefeito, que nunca esteve ao lado da cultura, adora aparecer quando tem dança no palco ou festival com luzes e fotos. Adora receber os aplausos que não lhe pertencem. Porque o que ele realmente oferece à cultura é abandono. Ele não investe, não escuta, não dialoga. Mas quando dá mídia, ele aparece como “o grande apoiador”. Mentira.
E pior: além da falta de gestão, ainda temos que lidar com pessoas que falam do que não sabem. Gente que nunca pisou num ensaio, nunca leu uma linha de edital, mas se acha no direito de sair por aí espalhando fake news, atacando artistas, colocando culpa em quem está na luta. São os papagaios do sistema, repetindo discursos vazios para proteger interesses políticos. Falam sem saber, sem se informar, sem vivenciar. E acabam sendo cúmplices de uma estrutura que prejudica a própria cidade.