O Tribunal de Justiça determinou, nesta terça-feira (10), a prisão preventiva de oito vereadores do município de Turilândia, investigados na Operação Tântalo II. A decisão é da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, da 3ª Câmara Criminal, e integra as apurações sobre um esquema de desvio de recursos públicos do município.

Foram alvos da medida os vereadores Gilmar Carlos Gomes Araújo, Mizael Brito Soares, José Ribamar Sampaio, Nadianne Judith Vieira Reis, Sávio Araújo e Araújo, Josias Fróes, Carla Regina Pereira Chagas e Inailce Nogueira Lopes.
Na mesma decisão, a magistrada optou por manter em prisão domiciliar os vereadores Daniel Barbosa Silva e José Luís Araújo Diniz, presidente da Câmara Municipal. Diniz chegou a assumir interinamente a chefia do Executivo municipal mesmo figurando entre os investigados. Segundo a desembargadora, não foram constatados elementos suficientes que indicassem o descumprimento das medidas cautelares impostas aos dois parlamentares, o que justificou a aplicação do princípio da individualização das condutas.
O Ministério Público do Maranhão sustentou que a manutenção da prisão domiciliar representaria risco à instrução processual, apontando indícios de tentativas de destruição de provas e de monitoramento das atividades das equipes responsáveis pela investigação.
Intervenção estadual
Em razão do agravamento da crise administrativa no município, o TJMA decretou intervenção estadual em Turilândia pelo prazo inicial de 180 dias. O governador Carlos Brandão nomeou o defensor público Thiago Josino como interventor. Entre as atribuições estão a realização de auditoria nas contas públicas, a retomada de serviços essenciais — especialmente nas áreas de saúde e assistência social, consideradas as mais afetadas pelo esquema — e a elaboração de um diagnóstico detalhado da gestão municipal, a ser apresentado em até 90 dias.
Durante o período de intervenção, a Câmara Municipal permanece sob acompanhamento judicial. Os vereadores que não tiveram a prisão preventiva decretada seguem submetidos a medidas cautelares, incluindo o monitoramento por tornozeleira eletrônica.

