Pesquisadores identificam segundo fóssil de dinossauro encontrado na cidade de Cajapió

Pesquisadores encontraram no Lage do Itapeua, em Cajapió, na costa norte do Maranhão, o esqueleto do segundo dinossauro com identidade maranhense. A descoberta foi feita em 2015, em uma expedição que mobilizou pesquisadores do Maranhão e do Rio de Janeiro. Chamado de Itapeuassauros Cajapioenses, o dinossauro tinha cerca de 12 metros de comprimento e pesava entre duas e sete toneladas.

Fósseis encontrados em Cajapió, na Baixada Maranhense

Os pesquisadores locais, João Martins, Mosart Soares, Taiza Pinheiro, Nalva Soares, Max William, Claudia Soares, Etiane Carvalho e Rosileia Alcoforado, optaram por levar o nome do município além das fronteiras das publicações brasileiras, e o optaram por “ITAPEUSSAURUS CAJAPIOENSIS.” Conforme catálogo científico, o nome do espécime, é sempre registrado em latim. O trabalho de identificação do animal demorou quase cinco anos, até a publicação do artigo científico em uma revista científica da Inglaterra.

“Hoje ele tem nome, ele está registrado, ele tem documento… Então hoje ele existe. Nós ficamos felizes de saber da nossa contribuição para a ciência. Isso é gratificante”, contou Agostinha Araújo, paleontóloga do Centro de Pesquisa de História Natural. Os fósseis foram encontrados em uma rocha, onde ficaram conservados por milhares de anos e só conseguiram ser descobertos com a baixa da maré. Entre as técnicas das escavações usadas pelos cientistas estão o uso de espumas e amarrações com arame.

O trabalho foi uma cooperação entre oito pesquisadores do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), do Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “O Maranhão tem um enorme potencial de estudos de alto nível, que tem implicações global de como é a compreensão e a distribuição desses animais na África, Europa e no extremo-sul da América do Sul”, afirmou o paleotólogo da UFMA, Rafael Lindoso.

Há 22 anos, alguns dos pesquisadores que participaram desta segunda expedição já haviam identificado outro fóssil no Vale do Itapecuru. O trabalho de pesquisa e reconhecimento do Amazonssauros Maranhensis durou 14 anos. De acordo com os pesquisadores, os fósseis achados no Maranhão são ainda mais raros pois fazem parte de um grupo de dinossauros herbívoros de pequeno porte que existiram entre 120 milhões e 96 milhões de anos.

 

 

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