Joanina de 24 anos disputa candidatura coletiva no Rio de Janeiro, novidade nas eleições deste ano

A jovem Mayra Andrade, de 24 anos, é uma das componentes de uma candidatura coletiva na cidade do Rio de Janeiro deste ano. Candidaturas coletivas têm sido a grande novidade destas eleições, onde a pessoa eleita se compromete a dividir seu gabinete e mandato com uma rede de pessoas voluntárias, compartilhando sua gestão e as deliberações desse time.

Mayra (última da esquerda para a direita) compõe uma candidatura coletiva no Rio

Mayra é natural de São João Batista, filha de Vandison Saraiva e Maria do Socorro, moradores do povoado Campinas. Ela se mudou aos 18 anos de nossa cidade para o Rio de Janeiro, onde é militante de movimentos sociais e estuda. Nestas eleições, ela disputa uma candidatura coletiva ao lado de outras três mulheres.

“Nesse momento me encontro como candidata a vereadora pelo PCdoB em uma candidatura coletiva aqui no município. Somos 4 mulheres em uma só candidatura, algo muito novo para as pessoas, e através dos nossos eixos de campanha, estamos mostrando como essa coletividade é algo muito eficiente pra pensar política de forma horizontal e responsável”, comenta a jovem.

 O mandato compartilhado tem sido visto pelos que lutam por uma sociedade mais justa, como uma nova forma de representação, participação e exercício democrático nestas eleições. “Como somos 4 mulheres, cada uma pode se voltar um pouco mais as suas especificidades. Eu voltei meus programas para a juventude trabalhadora e também a comunidade LGBTI, que são pautas que me contemplam, as outras meninas dialogam com outros públicos: mulher na ciência, mobilidade urbana, cultura, e outros muitos eixos que compõe nossa campanha”, disse Mayra.

Sob o número 65180 e com o nome da candidatura ‘Campanha Delas’, a jovem diz que pra ela também foi novidade, mas que o movimento de mandatos coletivos vem ganhando força em todo o Brasil e que sonha também essa novidade chegando em São João Batista. “Eu, Barbara, Natália, e Madu nos juntamos para construir um Rio mais inclusivo e mais justo para todos os cariocas. E espero que esse movimento também chegue em nossa cidade”, concluiu.

Mandato coletivo

Apesar de não existir legalmente, nesse modelo o político se compromete a dividir seu gabinete e mandato com uma rede de pessoas voluntárias, compartilhando sua gestão e votando de acordo com as deliberações desse time. Dessa forma, o representante abre espaço para ações e posicionamentos mais plurais, que tendem a neutralizar interesses particulares.

O movimento está ganhando a adesão de adeptos em vários estados, inclusive, no Maranhão. A nova ferramenta política busca mecanismos de inclusão da sociedade nos processos de decisão e o aumento do seu poder de influência e interferência dentro dos espaços políticos.

O mandato compartilhado tem sido visto pelos que lutam por uma sociedade igualitária como uma nova forma de representação, participação e exercício democrático. Para isso, os mandatos coletivos apostam na adesão e colaboração da sociedade civil com o poder público através da intervenção direta da população nas tomadas de decisões de um representante político durante seu mandato.

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