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Quilombola morto no Charco foi indiciado por crime qualificado em São Vicente Ferrer em 2013

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O líder quilombola Raimundo Silva, de 57 anos, conhecido como Umbico, morador do quilombo Charco, em São Vicente Ferrer, respondia por crime. Ele foi morto com um tiro de espingarda, na quarta-feira (12). A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanha o caso e o corpo foi para São Luís para realização do exame cadavérico.

Francisco Silva, quilombola morto na quarta-feira

O crime aconteceu por volta das 7h30, mas o corpo só foi encontrado cinco horas depois. Raimundo saiu de casa para buscar a aposentadoria da mãe em outro povoado. Quando estava retornando ao Quilombo do Charco, foi emboscado e alvejado com um tiro nas costas e morreu no local. O advogado Rafael Silva, integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB, revelou que o histórico de conflitos por terra na região é antigo.

Dois dias após, o blog recebeu a informação de que o mesmo estava sendo investigado por crime qualificado em São Vicente Ferrer. A informação foi confirmada em pesquisa no site do Tribunal de Justiça e, segundo as informações, o juiz da época, Alexandre Moreira Lima, acatou a denúncia do Ministério Público e com isso, Raimundo Silva, passou a ser investigado em 2013. O crime teria acontecido em companhia de José Antonio Silva Mendes, conhecido como ‘Rostrito’.

Na época, o juiz ainda chegou a intimar os suspeitos. “Considerando que há indicativos da existência do crime e indícios fortes da autoria, além da presença dos requisitos necessários para viabilidade de aceitação enquanto direito de ação e estando ainda presentes os elementos técnicos do artigo 41 do Código de Processo Penal. CITE-SE os acusados: José Antônio Silva Mendes, conhecido por “ROSCRITO”, qualificado nos autos, residente no Povoado Santo Antônio e/ou Povoado Quilombola Charco, São Vicente Férrer/MA, e Raimundo Silva, conhecido como “UMBICO”, qualificado nos autos, residente no Povoado Santo Antônio e/ou Povoado Quilombola Charco, São Vicente Férrer/MA, incurso nas penas do artigo 121, § 2º, incisos II e IV do Código Penal”, disse o juiz Alexandre Moreira.

Mas após isso, não teve mais nenhuma movimentação no processo, segundo o site do Tribunal de Justiça, a não ser despachos de mero expediente do juiz Bruno Barbosa até março deste ano. A informação pode ajudar algumas linhas de investigações da polícia, já que a família suspeita que tenha sido um crime por encomenda. “A gente acredita que foi execução, porque não levaram os pertences que ele tinha. A polícia está investigando e a gente só pode afirmar depois das investigações”, afirmou o produtor rural Almirandir Costa, que é primo da vítima.

Folha de SJB

2 Comments

  1. Ao ler as notícias do seu blog observei que vc está equivocado em publicar que a família da vítima e responsável pelo o ocorrido com o crime que aconteceu com o quilombolas porque está marcada uma audiência para o dia 19/04/2017 em são Vicente ferrir
    O processo sempre esteve em andamento
    Então esse tal de Miranda não pode sair acusando ninguém assim porque sempre a família de Paulo César esperou pela justiça.
    Não samos criminosos com eles
    Porque temos Deus do nosso lado e sempre corri atrás das autoridades para fazer o que deveria ser feito eles serem presos e pagar pelo crime que cometeu

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